Não sou o tipo de pessoa de quem se tem muito o que falar.
E a idéia não é fazer desse post uma descrição de mim. Longe disto.
Pelo contrário.
Nesse blog, escrevendo e relendo o que é escrito, vou me descobrindo. Vou encontrando partes de mim que estavam tão intrínsecas que não havia tempo de nota-las.
Desde que me mudei, há dois anos atrás, venho descobrindo que não sou tão dura na queda quanto eu achava que era.
Cheguei em Goiania no final de 2010 e nessa cidade acolhedora, ainda não me encontrei.
Refleti nesse final de semana que a falta das nossas referências de infância, de amigos, de lugares e até mesmo dos estabelecimentos comerciais, refletem na construção do nosso eu.
São coisas tão mínimas, como levar meus sapatos para trocar o saltinho. Em que sapateiro eu levo? Qual é o bom nessa cidade? Se fosse na minha cidade, eu logo saberia onde levaria.
Costureira, a mesma coisa.
Amigos... Essa questão é mais complicada. Os amigos estão lá ainda.
Talvez até apareçam amigos por aqui, mas isso só o tempo vai construir, ou não.
Essas pequenas coisas, que são detalhes tão pífios dentro de uma vida, mas que me fazem falta no meu dia a dia, e até na continuação da minha personalidade.
Mudar não foi difícil. Fácil também não foi.
Mas hoje sei que para mudar, é preciso coragem. Coragem eu tive, mesmo sem saber o que estava por vir.
A cada lugar por onde passamos, agregamos lugares novos, pessoas novas, hábitos diferentes.
Essas novidades nem sempre agradam cem por cento.
Mas estou aprendendo que para passar por esses novos lugares, não precisamos apagar o que passou. Não é preciso abrir espaço na prateleira do meu eu para abraçar esses novos colegas, novos lugares.
Os prediletos sempre existirão.
A vantagem é que quem anda, aumenta o leque de pessoas, lugares e etc e tal. Não necessariamente isso implica em qualidade.
Mas, é isso...
Falei, falei, e acho que só eu entendi o que eu queria dizer...
sábado, 17 de novembro de 2012
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Babás e Bebês
Não tem jeito, a bola da vez na minha vida, são os assuntos referentes à maternidade.
Escrevendo nesse blog, percebo o quanto estou voltada para esses temas. Antes de escrever, não era tão nítido para mim o quanto eu estou envolvida e centrada em tudo que esteja relacionado ao meu filho e seu desenvolvimento.
Mas não há como ser diferente!
Ontem, na sala de espera para consultar o pediatra, conheci uma mãe que estava com o seu bebê e a babá. Fiquei reparando na relação babá-bebê-mãe.
Acho que eu não saberia "ter" uma babá. Certamente ela ficaria entediada porque eu não delegaria as funções à ela.
Entendo que há pessoas que precisam ter babás, até para dar conta do recado. Há mulheres que têm muitos filhos pequenos, o que dificulta o cuidar. Aí não tem jeito mesmo, não há escolhas. E reconheço a importância relevante que essas profissionais (ou as vezes nem tão profissionais assim) tem na vida das mães que as requisitam.
Mas no meu caso...
Ah, não sei... Devo ser muito quadradona mesmo... rsss
Não consigo pensar que meu filho vai chamar colo e não sou eu que vou dar!
Imagina, saber que tem quer trocar a frauda e deixar outra pessoa fazer?
Ninguém melhor que eu pode cuidar do meu filhote.
Coisa de mãe leonina talvez, pode ser.
Mas, jamais, jamais mesmo, eu conseguiria delegar esses cuidados...
Nosso tempo já é tão escasso! E o tempo que temos, quero só para nós!
Babás, sorry, mas comigo não vai rolar!
Escrevendo nesse blog, percebo o quanto estou voltada para esses temas. Antes de escrever, não era tão nítido para mim o quanto eu estou envolvida e centrada em tudo que esteja relacionado ao meu filho e seu desenvolvimento.
Mas não há como ser diferente!
Ontem, na sala de espera para consultar o pediatra, conheci uma mãe que estava com o seu bebê e a babá. Fiquei reparando na relação babá-bebê-mãe.
Acho que eu não saberia "ter" uma babá. Certamente ela ficaria entediada porque eu não delegaria as funções à ela.
Entendo que há pessoas que precisam ter babás, até para dar conta do recado. Há mulheres que têm muitos filhos pequenos, o que dificulta o cuidar. Aí não tem jeito mesmo, não há escolhas. E reconheço a importância relevante que essas profissionais (ou as vezes nem tão profissionais assim) tem na vida das mães que as requisitam.
Mas no meu caso...
Ah, não sei... Devo ser muito quadradona mesmo... rsss
Não consigo pensar que meu filho vai chamar colo e não sou eu que vou dar!
Imagina, saber que tem quer trocar a frauda e deixar outra pessoa fazer?
Ninguém melhor que eu pode cuidar do meu filhote.
Coisa de mãe leonina talvez, pode ser.
Mas, jamais, jamais mesmo, eu conseguiria delegar esses cuidados...
Nosso tempo já é tão escasso! E o tempo que temos, quero só para nós!
Babás, sorry, mas comigo não vai rolar!
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Meu Deus me ajude!
Meu Deus me ajude!
Não sei mais o que fazer com meu filho que só chora toda vez que tem sono.
A madrugada foi assim, e agora, desde as 09h da manhã ele grita, esperneia... já são quase 10horas e ele não cansa, não pára.
Já peguei no colo, não tem cólica. Quando pego, ele pára, demonstrando que é manha mesmo. Só que quando coloco no berço, ele começa a gritaria novamente...
Não gosto de me sentir assim, repugnável, mas eu não sei o que fazer.
Não quero pegar mais ele no colo porque percebo que cada vez que pego, ele fica mais e mais manhoso, mas deixa lo no berço é repugnante... ele grita, grita, grita...
Está morrendo de sono, e grita, grita, grita...
O que eu tenho que fazer???
Estou criando um mostro se pegar ele no colo e mima - lo até dormir?
Ou eu sou o monstro por tentar ficar indiferente ao seu choro???
Me sinto sozinha nessa empreitada e não sei o que fazer...
Me ajude meu Deus...
Chegou noum ponto que eu choro junto com o meu filho, enquanto vejo ele se espernear pela babá eletrônica....
Eu devo ser um monstro mesmo...
Não sei mais o que fazer com meu filho que só chora toda vez que tem sono.
A madrugada foi assim, e agora, desde as 09h da manhã ele grita, esperneia... já são quase 10horas e ele não cansa, não pára.
Já peguei no colo, não tem cólica. Quando pego, ele pára, demonstrando que é manha mesmo. Só que quando coloco no berço, ele começa a gritaria novamente...
Não gosto de me sentir assim, repugnável, mas eu não sei o que fazer.
Não quero pegar mais ele no colo porque percebo que cada vez que pego, ele fica mais e mais manhoso, mas deixa lo no berço é repugnante... ele grita, grita, grita...
Está morrendo de sono, e grita, grita, grita...
O que eu tenho que fazer???
Estou criando um mostro se pegar ele no colo e mima - lo até dormir?
Ou eu sou o monstro por tentar ficar indiferente ao seu choro???
Me sinto sozinha nessa empreitada e não sei o que fazer...
Me ajude meu Deus...
Chegou noum ponto que eu choro junto com o meu filho, enquanto vejo ele se espernear pela babá eletrônica....
Eu devo ser um monstro mesmo...
sábado, 3 de novembro de 2012
Companherismo
Dar banho no meu filhote embaixo do chuveiro, já virou uma folia!
Depois de um sábado "normal" e deliciosamente chuvoso, estou na sala, ouvindo o meu amado embalar nosso filho para um chochilo antes da próxima mamada.
Preciso confessar que meu marido sabe ninar nosso filhote melhor que eu. Como ele faz bem isso!
Talvez pelo cheiro do leite que devo carregar comigo, em meu colo, o pequeno não pára, enquanto não abocanha o peito, para depois sim, adormecer.
Coisas bobas como ninar, cantar para ele, entreter com brincadeiras, são coisas que meu marido faz com tanto amor, com tanto jeito, que as vezes páro para admirar... e para agradecer também, com certeza!
Ouvi outro dia numa conversa: "Trocar fraudas não habilita um pai" .
Também acho que não é porque o cara troca fraudas que é um bom pai, mas, o interesse em ajudar a mãe que está tão atribulada de coisas a fazer com a casa e com o bebê, é no mínimo, um ato de amor e de companherismo.
Ter filhos dá trabalho!
Por mais bonzinho que o bebê seja, dá trabalho. Adaptar-se a essas mudanças gera conflito.
Pra ser sincera, ter filhos não é pra gente preguiçosa! Quem quer dormir, não tenha filhos!
Quem quer sossego, não tenha filhos! Quem quer baladas, não tenha filhos!
Não é porque casou que tem que ter filhos.
Há quem defenda: " Ah mas meu filho é uma graça, me acompanha em tudo! "
Claro que acompanha, ele tem opção?
Ter filhos, pelo menos no início, é doação.
Acho que nós, mães dos anos 2000, devemos olhar um pouco para trás e lembrar da forma de educar das nossas avós.
Lugar de criança, é em casa, é no parque, é brincando. Na grama, no chão, no sofá, mas brincando, não na frente da televisão, enquanto a mãe trabalha no computador, ou simplesmente fica no facebook.
Não é porque o bebê não está chorando que ele está bem. Ele pode estar calado, triste, largadinho.
Ficar com o pimpolho é o melhor presente que qualquer mãe e qualquer pai pode dar.
O colo com amor, coloca qualquer fisher price no chinelo!
Por isso que penso: Ter filhos é para quem quer re aprender o significado de amar.
"O casamento abala depois de ter filhos"
Abala sim!
Se não houver companherismo, abala mesmo!
As demandas são muitas e não há rotina. Se o casal não for além da cama um casal, não tem como não abalar. Agora se além de amantes, o casal tiver companherismo entre si, não há abalo, pelo contrário, há mais união.
Mais do que nunca, um depende do outro.
É um trabalho de companherismo mútuo. O bebê depende de nós, a mãe depende do marido ajudar e o marido depende da esposa ajudar, fazendo bem a sua parte com o bebê também.
Isso é o início da formatação do companherismo na família que está recebendo um novo membro!
Depois de um sábado "normal" e deliciosamente chuvoso, estou na sala, ouvindo o meu amado embalar nosso filho para um chochilo antes da próxima mamada.
Preciso confessar que meu marido sabe ninar nosso filhote melhor que eu. Como ele faz bem isso!
Talvez pelo cheiro do leite que devo carregar comigo, em meu colo, o pequeno não pára, enquanto não abocanha o peito, para depois sim, adormecer.
Coisas bobas como ninar, cantar para ele, entreter com brincadeiras, são coisas que meu marido faz com tanto amor, com tanto jeito, que as vezes páro para admirar... e para agradecer também, com certeza!
Ouvi outro dia numa conversa: "Trocar fraudas não habilita um pai" .
Também acho que não é porque o cara troca fraudas que é um bom pai, mas, o interesse em ajudar a mãe que está tão atribulada de coisas a fazer com a casa e com o bebê, é no mínimo, um ato de amor e de companherismo.
Ter filhos dá trabalho!
Por mais bonzinho que o bebê seja, dá trabalho. Adaptar-se a essas mudanças gera conflito.
Pra ser sincera, ter filhos não é pra gente preguiçosa! Quem quer dormir, não tenha filhos!
Quem quer sossego, não tenha filhos! Quem quer baladas, não tenha filhos!
Não é porque casou que tem que ter filhos.
Há quem defenda: " Ah mas meu filho é uma graça, me acompanha em tudo! "
Claro que acompanha, ele tem opção?
Ter filhos, pelo menos no início, é doação.
Acho que nós, mães dos anos 2000, devemos olhar um pouco para trás e lembrar da forma de educar das nossas avós.
Lugar de criança, é em casa, é no parque, é brincando. Na grama, no chão, no sofá, mas brincando, não na frente da televisão, enquanto a mãe trabalha no computador, ou simplesmente fica no facebook.
Não é porque o bebê não está chorando que ele está bem. Ele pode estar calado, triste, largadinho.
Ficar com o pimpolho é o melhor presente que qualquer mãe e qualquer pai pode dar.
O colo com amor, coloca qualquer fisher price no chinelo!
Por isso que penso: Ter filhos é para quem quer re aprender o significado de amar.
"O casamento abala depois de ter filhos"
Abala sim!
Se não houver companherismo, abala mesmo!
As demandas são muitas e não há rotina. Se o casal não for além da cama um casal, não tem como não abalar. Agora se além de amantes, o casal tiver companherismo entre si, não há abalo, pelo contrário, há mais união.
Mais do que nunca, um depende do outro.
É um trabalho de companherismo mútuo. O bebê depende de nós, a mãe depende do marido ajudar e o marido depende da esposa ajudar, fazendo bem a sua parte com o bebê também.
Isso é o início da formatação do companherismo na família que está recebendo um novo membro!
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Convivência
Fora o ambiente de trabalho, onde é inevitável escapar da convivência com pessoas que não temos nada em comum, me recuso a conviver no âmbito pessoal com pessoas que não fazem, digamos... o "meu tipo".
Eu entendo por conviver: agregar, compartilhar, doar.
De repente é uma falha minha ter essa exigência nos relacionamentos, mas de fato, já tentei e não consigo ficar numa relação que não me acrescenta nada de bom.
Meu conhecimento espiritual diz que eu deveria extrair o bom de tudo. Mas minha vivência terrena, não me dá essa maturidade, ainda pelo menos. Será que um dia terei?
Como diz um amigo querido: "Será que eu chego no Umbral?"
Essa coisa em mim foi se formando com os anos. E desde então, não tenho mais paciência para tourear gente chata, gente negativa, gente que não quer nada com nada.
Acabo por neutralizar essas pessoas de tal forma, que nem me lembro que existem.
Será que estou errada?
Temos tão pouco tempo...
Dividir esse tempo com pessoas que não nos amam, que não nos querem bem...
Ah, posso até pensar diferente um dia, mas não estou disposta a me doar para pessoas assim.
Eu entendo por conviver: agregar, compartilhar, doar.
De repente é uma falha minha ter essa exigência nos relacionamentos, mas de fato, já tentei e não consigo ficar numa relação que não me acrescenta nada de bom.
Meu conhecimento espiritual diz que eu deveria extrair o bom de tudo. Mas minha vivência terrena, não me dá essa maturidade, ainda pelo menos. Será que um dia terei?
Como diz um amigo querido: "Será que eu chego no Umbral?"
Essa coisa em mim foi se formando com os anos. E desde então, não tenho mais paciência para tourear gente chata, gente negativa, gente que não quer nada com nada.
Acabo por neutralizar essas pessoas de tal forma, que nem me lembro que existem.
Será que estou errada?
Temos tão pouco tempo...
Dividir esse tempo com pessoas que não nos amam, que não nos querem bem...
Ah, posso até pensar diferente um dia, mas não estou disposta a me doar para pessoas assim.
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