Dar banho no meu filhote embaixo do chuveiro, já virou uma folia!
Depois de um sábado "normal" e deliciosamente chuvoso, estou na sala, ouvindo o meu amado embalar nosso filho para um chochilo antes da próxima mamada.
Preciso confessar que meu marido sabe ninar nosso filhote melhor que eu. Como ele faz bem isso!
Talvez pelo cheiro do leite que devo carregar comigo, em meu colo, o pequeno não pára, enquanto não abocanha o peito, para depois sim, adormecer.
Coisas bobas como ninar, cantar para ele, entreter com brincadeiras, são coisas que meu marido faz com tanto amor, com tanto jeito, que as vezes páro para admirar... e para agradecer também, com certeza!
Ouvi outro dia numa conversa: "Trocar fraudas não habilita um pai" .
Também acho que não é porque o cara troca fraudas que é um bom pai, mas, o interesse em ajudar a mãe que está tão atribulada de coisas a fazer com a casa e com o bebê, é no mínimo, um ato de amor e de companherismo.
Ter filhos dá trabalho!
Por mais bonzinho que o bebê seja, dá trabalho. Adaptar-se a essas mudanças gera conflito.
Pra ser sincera, ter filhos não é pra gente preguiçosa! Quem quer dormir, não tenha filhos!
Quem quer sossego, não tenha filhos! Quem quer baladas, não tenha filhos!
Não é porque casou que tem que ter filhos.
Há quem defenda: " Ah mas meu filho é uma graça, me acompanha em tudo! "
Claro que acompanha, ele tem opção?
Ter filhos, pelo menos no início, é doação.
Acho que nós, mães dos anos 2000, devemos olhar um pouco para trás e lembrar da forma de educar das nossas avós.
Lugar de criança, é em casa, é no parque, é brincando. Na grama, no chão, no sofá, mas brincando, não na frente da televisão, enquanto a mãe trabalha no computador, ou simplesmente fica no facebook.
Não é porque o bebê não está chorando que ele está bem. Ele pode estar calado, triste, largadinho.
Ficar com o pimpolho é o melhor presente que qualquer mãe e qualquer pai pode dar.
O colo com amor, coloca qualquer fisher price no chinelo!
Por isso que penso: Ter filhos é para quem quer re aprender o significado de amar.
"O casamento abala depois de ter filhos"
Abala sim!
Se não houver companherismo, abala mesmo!
As demandas são muitas e não há rotina. Se o casal não for além da cama um casal, não tem como não abalar. Agora se além de amantes, o casal tiver companherismo entre si, não há abalo, pelo contrário, há mais união.
Mais do que nunca, um depende do outro.
É um trabalho de companherismo mútuo. O bebê depende de nós, a mãe depende do marido ajudar e o marido depende da esposa ajudar, fazendo bem a sua parte com o bebê também.
Isso é o início da formatação do companherismo na família que está recebendo um novo membro!
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