sábado, 17 de novembro de 2012

Um pouco de mim

Não sou o tipo de pessoa de quem se tem muito o que falar.
E a idéia não é fazer desse post uma descrição de mim. Longe disto.
Pelo contrário.
Nesse blog, escrevendo e relendo o que é escrito, vou me descobrindo. Vou encontrando partes de mim que estavam tão intrínsecas que não havia tempo de nota-las.
Desde que me mudei, há dois anos atrás, venho descobrindo que não sou tão dura na queda quanto eu achava que era.
Cheguei em Goiania no final de 2010 e nessa cidade acolhedora, ainda não me encontrei.
Refleti nesse final de semana que a falta das nossas referências de infância, de amigos, de lugares e até mesmo dos estabelecimentos comerciais, refletem na construção do nosso eu.
São coisas tão mínimas, como levar meus sapatos para trocar o saltinho. Em que sapateiro eu levo? Qual é o bom nessa cidade? Se fosse na minha cidade, eu logo saberia onde levaria.
Costureira, a mesma coisa.
Amigos... Essa questão é mais complicada. Os amigos estão lá ainda.
Talvez até apareçam amigos por aqui, mas isso só o tempo vai construir, ou não.
Essas pequenas coisas, que são detalhes tão pífios dentro de uma vida, mas que me fazem falta no meu dia a dia, e até na continuação da minha personalidade.
Mudar não foi difícil. Fácil também não foi.
Mas hoje sei que para mudar, é preciso coragem. Coragem eu tive, mesmo sem saber o que estava por vir.
A cada lugar por onde passamos, agregamos lugares novos, pessoas novas, hábitos diferentes.
Essas novidades nem sempre agradam cem por cento.
Mas estou aprendendo que para passar por esses novos lugares, não precisamos apagar o que passou. Não é preciso abrir espaço na prateleira do meu eu para abraçar esses novos colegas, novos lugares.
Os prediletos sempre existirão.
A vantagem é que quem anda, aumenta o leque de pessoas, lugares e etc e tal. Não necessariamente isso implica em qualidade.
Mas, é isso...
Falei, falei, e acho que só eu entendi o que eu queria dizer...

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